segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Já volto...

Como eu havia comentado há um certo tempo aqui, eu tô indo visitar meu irmão em Madrid amanha.

O menino não pára de me encher, me liga t-o-d-o dia prá saber quando eu chego, que horas, como... Tá morrendo de saudades de mim, coitado, vejam só... Então eu vou lá acudir ele e volto já.
(Uai gente, sonhar não custa nada!;)

domingo, 27 de setembro de 2009

FDS!

Packing day...

Graças a Dios amanhã a gente se muda. Na verdade estamos morrendo de preguiça e não estamos nem um pouco afim de arrumar nossas coisas (já são 17h30), então enquanto o Rô está jogando um jogo estranho no computador, eu resolvi colocar mais fotos do foozball que a gente foi jogar com um colhega do Guarujá na sexta-feira.

Os perdedores... Sorry guys... :D


O Dream Team...






E nóis, claro... ;)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

I'll be there for you!

PÁRA TUDO!

Enough de programas cultos. Nem tô ligando mais que eu vi o Jamie ou que eu ouvi Messiah. Legal mesmo foi o que eu fiz ontem.

Foi tipo o sonho fútil da vida.

Eu só tive dois vícios de adolescentes: o primeiro foi o Leonardo di Caprio, que em uma demonstração de como eu sou uma mulher adulta, madura e crescida, quando vim prá cá joguei as pastas (pesadas) dele fora (só demorou uns 12 anos. he). A outra foi quando eu descobri a beleza da TV a cabo e só o que eu fazia era assistir F.r.i.e.n.d.s.

De modo que, depois de centenas de horas deitada no sofá (sim, eu assistia 12h seguidas no sábado, nas maratonas da Warner. Minha mãe, infelizmente, pode confirmar esse triste fato), uns 10 anos depois do auge do vício, eis que eu fui no...


AHAM...! :D
Depois de uma fila básica, tomamos um super café gostoso de graça, tiramos várias fotos (eu tô um pouco retardada com a minha máquina, eu devia deixar ela em casa um pouco), nos sentimos em Greenwich Village e pronto. Eu saí de lá uma pessoa mais feliz ;)
óh:





É que em comemoração aos 15 anos da série eles fizeram esse Central Perk quase perfeito (não tem o palco da Phoebe), com cafés muito bons (de verdade, tomei um Capuccino gigante e não aguado) e várias coisas da série expostas, mas só prá quem é bem nerds, que nem eu. Olhem que incrível:


É muito engraçado, tem o Peru que a Mônica usa prá pedir desculpas pro Chandler, o anúncio de casamento deles com a foto do Joey porque o Chandler não conseguiu, o filme pornô da Phoebe, a lista do Ross com prós e contras da Rachel ("What the hell is a Rachem?!"), o desenho de infância do Ross e várias outras coisas que eu não tirei foto, porque eu estava envergonhando as pessoas hihi (mas eu vou contar que tinha a pulseira que o Joey deu para o Chandler e ele odiou, o vestido rosa que a Rachel usou no casamento do Barry e da Mindy e um quadro assustador da Phoebe).

É, não vai ter jeito... Acho que eu vou ter que ir lá de novo! É de graça, uai!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Westminster Abbey

Seguindo na linha de programas nerds que tenho me proporcionado e aproveitando que eu podia ir a pé economizando 3,70 de metrô, hoje eu fui na Abadia de Westminster, óh!:


Eu já tinha ido lá em 2006, mas foi muito corrido. Então dessa vez eu fiz de um jeito que até minhas professoras de História da escola ficariam orgulhosas. Como tem muita coisa prá ver, eu fui com bastante calma, andei cada centímetro, peguei um audio guide e fui atentamente observando tudinho! Só que é uma bela duma sacanagem que não pode tirar foto de nadinha lá dentro, de modo que vou ter que narrar mesmo o que eu mais gostei, para todo mundo ver quando for lá um dia (comigo, hein!):

- Como eu já falei que tudo aqui é muito novo, a Abadia começou a ser erguida em 960 (!) mas só para abrigar uns monges beneditinos (total no clima de 'Os Pilares da Terra'). Só que os monges deram uma sorte e o famosíssimo - até então desconhecido para mim - rei Edward, The Confessor, resolveu construir o palácio dele lá por perto e fazer uma igreja respeitável naquele local. E morreu uns dias depois, coitado. Mas tudo bem, porque desde então todo rei e rainha é coroado, casa e é enterrado lá (e muitas outras pessoas também). Todo mundo sabe que o casamento e o funeral da Diana foram feitos lá. Né?

- De modo que isso me leva ao que mais me impressionou. São mais de 3.000 pessoas enterradas lá, de poetas a cientistas a monges à nobreza. Ou seja: andou, pisou.

- A primeira obra que me impressionou foi na primeira capela (óbvio que eu esqueci o nome da porcaria da capela) que tem uma obra bem assustadora. É um esqueleto horrével saindo das profundezas e um marido tentando salvar a esposa dele. É romântica, mas meio creepy, vai. Então, essa moça (que eu também esqueci o nome dela, mas não era rainha nem nada) ela mórreu em 1700 e pouco, com 27 anos, dando à luz seu único filho. Uns anos depois o pai morreu também e o filho, que devia ser alguém importante, mandou construir isso na abadia em homenagem a eles. Legal, né?

- Daí uma das coisas mais importantes que tem lá, atrás do altar principal, é a Lady Chapel, que o rei Henry VII construiu no séc XVI, eu acho. É maravilhosa!


- E lá tem muitos túmulos, claro, inclusive o dele bem no meio, mas o mais legal mesmo são as fofocas, fala ai? E lá tem uma muito boa! Foi assim: A Elisabeth I, que foi rainha, tinha uma meia-irmã que era rainha antes dela e era ultra católica. Só que essa irmã morreu sem deixar filhos e então só ai ela foi coroada. E ela, ao contrário da irmã, era super a favor da reforma da igreja e da Monarquia como poder supremo (espertona, ela!) e mudou um monte de coisas. E então tá, ela hoje está enterrada lá, com sua coroa e tudo mais e a irmã embaixo dela, sem nome, lenço nem documento (?!).

Só que a Elisabeth tinha uma arquiinimiga, a Mary, Queen of Scots. Elas se odiavam primeiro porque a Mary era ultra católica e também porque ela era a maior ameaça para a Elisabeth, já que elas eram primas de II grau e a Mary era a próxima na sucessão do trono. (convém dizer que prá mim isso é uma fachada e eu acho que o que elas queriam era pegar o memo homem, mas continuemos...)

Naquele tempo, como tudo era meio exagerado, em vez de elas se pegarem em uma briga de puxar cabelo, não... A Elisabeth foi lá e mandou matar a Mary, sem dó nem piedade, e ela foi enterrada em qualquer lugar. Só que a Elisabeth também mórreu sem deixar filhos (qual o problema dessas mulheres?!) e imaginem só... Quem era o próximo na linha de sucessão? O filho da Mary...! Tóóóma Elisabeth! E então ele, que tinha ódio mortal de Elisabeth, mas não podia tirar ela da Abadia, foi lá e mandou construir um túmulo quase igual para a Mary e levou o corpo dela prá lá. E hoje elas estão enterradas exatamente uma na direção da outra, separadas só por uns metros. Fofoca quente essa, hein? hein? ;)

Que mais...

- Ahhh os ingleses também são muito espertinhos, né? Sabe quem eu encontrei no Poetry's Corner, onde estão enterrados vários poetas (até o Lord Byron, que eu aprendi na esola!)? O Handel, vejam vocês! Daí eu pensei: Uai, mas ele não era alemão? O povo inglês não enjoou dele e ele teve que mudar de país? Pois então... Só que depois que ele escreveu Messiah e virou mais pegador que o Zé Mayer, não só ele se apresentou na Abadia com um coral de 500 pessoas, como no audio guide a única coisa que o cara menciona é que ele "passou a maior parte da vida e suas maiores composições foram escritas aqui na Inglaterra"... sei, sei...

- Eu também, particularmente, acho muito incrível que o Darwin e o Newton também estejam enterrados lá. Mas na verdade eu acho que eles (a igreja católica) fizeram isso só prá se mostrarem tolerantes, até porque em momento nenhum comentam sobre isso.

- Por fim, foi legal também ver os lugares onde os monges cantavam, oravam, etc. Tem até o lugarzinho lá do Código da Vinci, que foi construído em 1066 eu acho, onde eles iam rezar todas as manhãs. Mas o mais engraçado mesmo é que tem uma parte lá que eles falaram que tiveram que construir uma enfermaria um pouco mais, digamos... desenvolvida. Porque os monges estavam ficando muito doentes, de tanto comer carne e beber cerveja! Juro! Mas eu achei engraçado só até eles falarem que mais da metade dos monges morreram quando teve a peste bubônica. Credo.

Pronto, acho que isso é o máximo que eu consigo lembrar, o resto são detalhes. Porque eu gosto dos programas cultos, né, mas minha memória nem tanto!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Olhar com os olhos e lamber com a testa...


É o que eu mais faço aqui em Londres!

Mais fotos!

Alguém ainda lembra que há muuuuuito muito tempo eu comentei aqui que a Simone, da Kaiser, vinha prá Europa só prá me ver? ;)

Então, ela veio!!! E já faz duas semanas... he. É que eu só não comentei nada porque eu não tinha nenhuma foto nossa prá mostrar tamanha alegria que foi nosso reencontro hahaha. Só que hoje ela me mandou várias e em nossa homenagem (porque a gente merece) essas somos nós, muito prazer:

Essa sou eu. Depois eu. E depois eu.


E essa somos eu e a Simon. Eu e a Evelyn, irmã dela. Eu e a Simon.


Narcisa, nóis??!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dos pequenos incômodos...(II)

Eu odeio, odeio, ODEIO, O-D-E-I-O lavar o banheiro.

Pronto.

Precisava desabafar mais uma vez sobre a falta de ralo, de rodo, de paciência, essas coisas pequenas da vida.

sábado, 19 de setembro de 2009

It's Victoria, babe...!

Eu tô alegrona que a gente vai mudar de casa, né. Porque ela vai ser linda e quentinha e espaçosa. Mas assim, mesmo que hoje a gente esteja morando numa casa que tem goteira (juro), ameaça de percevejo, chão torto, muito barulho e pouco aquecimento, o lugar é incrível. Tipo, incrível mesmo (leia-se o lugar mais caro do mundo). A gente mora aqui em Victoria:


E só nesse côcozinho (sorry) em azul claro tem quase que tudo de legal em Londres, a walking distance: o Hyde Parke, Palácio de Buckingham, Piccadilly, Leicester Square, Trafalguar Squase, Big Ben, Abadia de Westminster, London Eye, a própria estação de Victoria e vários teatros de musicais. De modo que, como é já na semana que vem que a gente se muda, a gente tem que aproveitar!

Então saca só nosso final de semana de só-programas-baratos-andando-pela-rua:

Sexta eu fui fazer meu lanchinho da tarde no Buckingham Palace. Muito desagradável.


E hoje a gente foi no parque de novo. O Rô foi prá correr e eu, como boa idosa que sou, fui prá ficar sentada na grama comendo e fazendo ponto cruz. Me deu até uma vergonha agora de falar isso, mas eu só não fui correr porque tô com dor nas costas, ok? (cof cof, desculpinhaaa, cof cof). Mas também não me arrependo, ó:


Pausa para um momento do Rodrigo desfalecido:


E a gente na volta também passou no Wellington Arch, um Arco que foi construído em 1825 por George IV em homenagem ao ZZZzzzzz...


E então que de noite fomos de metrô até Leicester Square (que eu já comentei aqui) prá tomar sorvete (aliás a gente comeu na Haagen-dazs e nossa, tava bom... Ju, eu comi um sorvete de Cheesecake de morango!! morri). Daí andamos até Trafalguar Square que tava bem bonita, e depois andamos até o Big Ben (que eu descobri que toca a mesma musiquinha do relógio da minha bisavó que tinha em casa...) e vimos a London Eye (ó como nóis é bunito, modelos profissionais):



e voltamos a pé prá casa!
FIM!!!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Malandro é malandro e mané é mané...

...E vamo combinar que eu, definitivamente, sou do time dos manés.

Na verdade, eu me graduei em mané quando fui ludibriada pela Editora Peixes na porta da GV, né Maridinha... Gente, vai, eu que nunca tive cartão de crédito na vida até então, como é que eu ia saber que o cara olhando aqueles três numerinhos atrás e dando uma raspada nos números do cartão num papel (eles inventam qualquer coisa prá enganar trouxa) ele ia poder cobrar R$250,00 da conta da mamãe, sendo que ele falou que era tudo de graça? Ahãm... Pois é, eu me formei no Quadro de Honra dos manés.

Pois que então eu estou muito orgulhosa da minha pessoa considerando que ontem e hoje um cara tentou me dar o gorpe e eu não cai, minha gente! Palmas prá mim! (e prá Carol e pro Rodrigo que me incentivaram tanto a não fazer bobagem haha).

Foi assim: eu nessa minha ânsia de conseguir um empreguinho, recebo uma ligação de um cara do 'Employment UK' falando que tava com o meu CV, que tinha três vagas para o meu perfil, mas que eles tinham olhado meu CV e tinha que arrumar o layout e que iam me dar dicas de entrevistas e que iam me contar sobre os empregadores e me falar tudo e o céu, sabe? Só faltou garantir minha aposentadoria. Mas até ai tudo bem, eu lá felizona, até que enfim alguém tinha me dado uma resposta e dai ele fala assim: "agora você só me dá o número do seu cartão e o security code (os três numerinhos, que hoje eu sei o que é, graças à Editora Peixes) e a gente te cobra só 10 pounds e tá tudo certo", e eu seria feliz para sempre.

hum.

Dai eu senti aquele leve ar de sacanagem no ar, falei que eu tinha que pegar os detalhes depois e ele já começou a pressionar, falando que eu ia perder o prazo, que não sei mais o quê. Enfim, hoje de manhã ele me ligou nada menos do que OITO vezes e foi igual. Mas dai, né, eu já quase malandra, perguntei onde ele tinha conseguido meu telefone, se ele não tinha me mandado email até agora, como ele ia garantir que ia mandar depois... Dai ele falou que o 'prazo' acabava em 15 minutos e ele ia me ligar em 10 para pegar os dados do cartão. E o Rô teve uma ótima idéia, tão simples, não? Eu falo pro cara que eu pago em $ e vou até lá se ele quiser!

E dai foi muito engraçado, juro. Ele me liga e eu falo que não vai dar, que o Rodrigo não se sente confortável (eufemismo? oi?) dando os dados do cartão por telefone, mas que tudo bem, eu ia até lá e pagava, sem problema nenhum. E gennnnte, o cara surtou: "A gente não trabalha desse jeito, Maurina", "O que você sugere que a gente faça então agora, hein Maurina?" "Me desculpa Maurina, mas se você não aceitar essas três vagas AGORA a gente nunca mais vai poder te encaminhar para nenhuma vaga, n-u-n-c-a m-a-i-s".

De modo que eu não aguentei mais e comecei e a rir muito e falei "colhega, você tá me dizendo que se eu agradecer e não puder pegar as vagas agora agora eu nunca mais vou poder aplicar para nenhuma vaga?!!" E a resposta dele foi brilhante: ele desligou. Tipo, o cara desencanou, porque tava demorando muito prá eu cair, e ele desligou na minha cara meishmo. Porque golpista não tem educação, fala ai?

Mas foi só isso. Eu precisava contar como eu me tornei uma pessoa madura e crescida. rá!

Você não tá orgulhosa de mim, mamãe?! ;)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ai Ai...



Ok, Jamie... Agora que a gente se conhece melhor você pode vir cozinhar aqui em casa, tá bom?

domingo, 13 de setembro de 2009

FDS!

Ontem foi domingo. De novo. E apesar da sensação de vazio porque nunca mais vou ver o Raj diariamente, are baba, foi muito bão meu domingo e meu final de semana em geral.

É que eu sinto a necessidade de dizer que meus finais de semana até que têm sido legais ('Not bad at all', diria minha Ballet teacher), já que uma das minhas maiores preocupações é que eles fossem meio mais ou menos. Isso porque meus finais de semana eram moito bons, eu podia estar em Campinas, em SP, vendo os amigos de São Paulo, os amigos de Campinas, saindo com a mamãe, com a marida, com a família, enfim, era bem variado... Aqui é meio limitado, né, considerando que não tenho $ nem muitos amigos! (não, não dá prá fazer um monte de coisa em Londres porque é tudo muito caro, minha gente!).

Mas... Por exemplo, sexta a gente ficou em casa. he. Isso não é ruim não, a gente gosta, de poder dormir tarde sem se preocupar em acordar cedo, assistir um filme, essas coisas de quem não gosta taaaaanto de sair a noite ;)Dai que sábado acordamos MOITO tarde, cozinhamos, corremos no parque (sol, sol, sol!) e a noite fomos na casa do Raj (rá, quem me dera fosse o próprio... É o amigo legal da Carol, que também chama Raj) comer pizza, ver The X Factor e jogar pebolim (vício? oi?).

Mas ontem é que foi patrão. Faltou uma colhega, uma mulherzinha, uma amiga prá me acompanhar, mas tudo bem, nada que impedisse minha diversão. Depois da igreja (preciso comentar sobre isso!) fui passear na Oxford Street, que tem tudo de bonito nessa mundo prá consumir. E eu tive uns vários delírios consumistas me consumindo internamente, mas foi só delírio interno mesmo, porque a realidade é dura e não há dinheiro na carteira, né galhera...

Primeiro fui numa mega mega drugstore de mil andares que tinha tudo, até os cremes da La Roche e da Vichy que não se acha em lugar nenhum aqui.. Fora as coisas inúteis, mas que são tão úteis para o delírio... Esmaltes, maquiagens, umas necessaires lindas, shampoos, perfumes... Falei, foi um programa bem mulherzinha.



Dai tava procurando um lugar legal e barato prá almoçar quando a sorte veio dar um oi prá mim de novo e eu achei esse lugar



Eu resolvi ir nessas ruazinhas perpendiculares que sempre a gente acha algo legal meio escondido, né? Dai que esse restaurante era suuuuper gostoso e muuuito barato (gastei 6 pounds) mas o ponto decisivo foi que que ganhei uma taça de vinho de grátisss (reparem que minha sorte está diretamente ligada ao fato de eu não precisar pagar por alguma coisa, hehe)!!! E dai fiquei lá comendo e bebendo vinho um tempão num dia médio nublado e foi bão, viu. Ainda mais que depois eu voltei prá casa e fiquei com o Rô e a gente assistiu um filme MUITO bom ('Nova York Sitiada', eu sei, é muito velho, mas a gente nunca tinha visto!) aproveitando o friozinho que vem chegando lentamente.

Quer domingo melhor?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Dos pequenos incômodos...

É o seguinte: é inevitável. Fazer comparações é inevitável. E pronto. Não adianta falar "aiiiii, mas você tem que tirar sua cabeça do Brasil", etc etc. Não funciona assim tão fácil, vai?
De modo que, a todo momento, minha cabeça trabalha da seguinte maneira:

"Nossa, isso nunca ia acontecer no Brasil"
"Nossa, mas no Brasil isso é tão normal..."
"Nossa, isso não vende/tem/existe no Brasil!"
"Nossa, por que que isso não vende/tem/existe aqui, só no Brasil?"

Óbvio que aqui tem boas surpresas, como o fato de todos os doces serem maravilhosos. Mas nuossa, também está cheio de péssimos pequenos incômodos do dia-a-dia, por exemplo, atravessar a rua.

Tá, deeer, você dirá, eu já devia saber que A) aqui as ruas são "ao contrário" e B) você tem que prestar atenção prá atravessar a rua em qualquer lugar do mundo. Mas é um saco! É muito incômodo não só ter que me lembrar de me preocupar para atravessar a rua (confesso que em SP eu sabia até os segundos dos semáforos da Paulista, então eu meio que nem olhava mais) mas, quando eu lembro de me preocupar... olho pro lado errado. E não adianta nada e eu sinto aquele ventinho na bochecha do carro passando e a sensação de experiência-de-quase-morte, sabe?

Enfim, eu já pensei em váááários pequenos incômodos, mas o que eu lembrei agora foi esse, devido ao fato de que há algumas horas eu tive minha experiência de morte iminente.

E daí eu vou ser obrigada a relatar esses pequenos momentos de irritaçãozinha, porque eu vou me sentir desabafando, falow? Paciência, tá? Um dia passa...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Wagamama

Eu nunca falo nada útil sobre Londres mesmo, então hoje eu vou falar.
Do restaurante mais mais gostoso (pigarro-barato-pigarro) que a gente vai comer tipo... sempre.

Quando eu vim no final do ano comi lá duas vezes e desde que cheguei fomos lá pelo menos umas cinco... É um restaurante asiático que o slogan deles é "Positive eating + Positive living". E tem em toooodo lugar, então é muito fácil de ir. Tem um aqui pertinho e um perto do trabalho do Rô, não tem muita escapatória.

E é bem relax, as mesas são grandes e a comida, meu, simplesmente não tenho o que falar. Até porque desde que eu fui lá eu só comi a m-e-s-m-a coisa: yakissoba. Não não, não é um yakissoba comum, vejam bem, o gosto dele é totalmente diferente! Ele é feito de teppan-fried soba noodles with egg, chicken, shrimps, onions, green and red peppers, beansprouts (sabe aquele negocinho, broto de feijão, que vem em algumas saladas?) and spring onions garnished with mixed sesame seeds, fried shallots and pickled ginger.
Sem problemas, eu também não sei o que é metade das coisas, só que é uma delícia.

Então quem vier prá cá me visitar - tá demorando prá alguém se manifestar, by the way! É tããão pertinho... hehehe - vamos comer lá com certeza. Ah e o mais importante... Esse yaki custa uns 7 pounds, o que dá uns R$21,00... Não é realmente barato, mas prá cá, tá ótemo!

E é óbvio que as pessoas não comem lá com essa cara de aimeudeus-eu-me-divirto-taaaanto-aqui, mas é só prá dar uma vida na minha montagem



(esse é o yaki hihihi)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mas hoje...

Alguém, faz favor de me lembrar porque mesmo que eu tava tão animada com essa história de Ballet? É que minhas pernas tão latejando um pouco alto e eu não consigo ME LEMBRARRRRR!!!

:S

Ok, vai, fora esse pequeno detalhe de que hoje eu não consigo me locomover, fazer aula com um piano de cauda AO VIVO, num chão perfeito, com uma professora simpática... compensa. E muito!

:)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

É hoje!

Ciranda da Bailarina

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem

(E hoje também faz um mês que eu cheguei ;)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

King of Kings!

Ai meu Deus, que eu nem sei por onde começar! Só o que eu mais consegui pensar no Domingo é quanto as meninas da IPJG e o John gostariam de ir comigo onde eu fui...!

Domingo eu fiz um programa muito do lindo. Aqui está tendo um festival que chama BBC Proms, que acontece só desde 1895 (como tudo por aqui, he). O objetivo é apresentar a maior quantidade de música de qualidade para a maior audiência possível: ópera, coral, orquestras, literatura, etc. Ah vai, nada mais é do que cultura prá massa, como eu, que não entende assim, muuuito dessas coisas.

Então que eu resolvi ir, primeiro porque é num lugar lindo, o Royal Albert Hall, seriam mais de 250 vozes de corais jovens do UK e, nesse domingo, a apresentação seria Messiah, de Handel, que é a coisa mais maravilhosa do mundo depois do Lindinho, claro. Rá!

Oi? Ahm? Que? Entããão, na verdade todo mundo conhece o que é isso! Messiah é uma das criações mais famosas desse cara, o Handel, e é um dos oratórios mais populares entre os corais, porque inclui o super mega conhecido "Hallelujah!".

Prá quem não sabia, como eu, o Handel nasceu na Alemanha e, enquanto eu desesperadamente tentava passar em Microeconomia na GV, com menos de 20 anos ele já tinha escrito sua primeira ópera. hunf... Dai ele foi prá Itália, aprendeu um monte e depois foi prá Londres, onde compôs uma pancada de coisa e ficou muito famoso. Isso lá em 1700 e algo, so much for Globalização, hein?! Daí os ingleses deram uma enjoada de ópera Italiana, os invejosos sabotaram e ele se viu meio renegado, resolvendo mudar de país (e a gente aqui achando a história do Belchior comovente, mas ok...). Só que daí, não sei o que ele fumou, que em 1741 ele me escreve Messiah, que é tipo INCRÍVEL prá mim, por vários motivos (prá mim, porque eu não sei os motivos reais hehe)
- É inteirinho baseado em partes da Bíblia, focado na profecia do Filho de Deus e suas promessas, o que, na minha opinião, deixou tudo muito mais emocionante e significativo;
- O coral canta quase sempre dividido entre os tipos de voz (ninguém quer que eu descreva, né, porque eu nem sei o nome de todas he) o que deixa as músicas muito lindas;
- E porque é bonito e delicado e indescritível e pronto.

E aqui está o resultado:

Esse é o Royal Albert Hall, de fora


E essa é uma partezinha do "Hallelujah!"
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E para meus amigos Lado B, para não acharem que eu tô ficando moito nerd, na sexta a gente foi num Pub. E bebemos Brahma (eles). E Caipirinha (eu). E jogamos 2h30 de Pebolim. De modo que posso dizer que a gente foi num boteco, meishmo.

***

"Since by man came death, by man came also
the ressurection of the dead.
For as in Adam all die, even so in Christ shall all
be made alive"
.
I Corinthians 15, v 21-22

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

What are the chances?!

Pensa numa pessoa com sorte.
Agora pensa de novo. E de novo. E se pensar de-novo... Ainda assim ninguém faz NOÇÃO do que me aconteceu hoje....!

Estava eu toda madame passeando pelas ruas logo depois do almoço, porque tive que fazer umas coisas, tipo ir no correio, devolver um negócio que eu comprei, olhar as lojas legais.. hahaha. Aliás, já falei que a gente tá morando num lugar incrível até o fim desse mês? Aqui tem T-U-D-O, é lindo, é do lado do palácio, é o céu. E o preço é o inferno. he.

Enfim, tô eu na minha, voltando prá casa umas 14h15, quando eu passo na frente do Victoria Palace, um teatro que passa um musical que eu queria muito ver, o Billy Elliot, sabe, do filme do menino que quer dançar ballet?


(não fui eu que tirei essa foto, tá, mas só prá ver como é o teatro hihi)

E então que tinha muita gente na porta e eu fui andando meio devagar com cara de interrogação, e um brother me aborda, olha prá mim e fala "você tá querendo comprar ingresso?"
E eu: "na verdade não.. Mas você tem sobrando? De qual preço são os seus?"
No que o cara me dá uma resposta meio enrolada, que eu só entendi a palavra Donation e ele naquele papo si pero no mucho, e no final das contas a questão era que um amigo não vinha mais, eles iam perder o ingresso, essas conversas...
Aham... E eu só pensando "certeza que esse malaco tá querendo me engambelar e acha que eu sou palhaça. Mas eu sou do Brasil, tá meu filho, a malandra aqui soy yo". E daí eu falei "tá, então eu posso mostrar seu ingresso pro moço, e dai depois, se for tudo bem, eu te pago?".

E o cara, doidão, dá o ingresso na minha mão, vira e fala (preste bem atenção) "Don't worry about paying me". E sai fora. Tipo, o cara saiu fora e me largou um ingresso na mão, para o musical, 10 min antes do show. E eu naquele medinho pensando se eu arriscava entrar, mas what the hell, né, eu tinha que tentar!

E geeeeente, era verdade. Eu entrei. Subi. Sentei. N-o m-e-i-o. No CENTRO. Num lugar bem razoável. E a única coisa que eu conseguia pensar é que ia chegar alguém atrás de mim e falar "aê colhega, te pegamo". Mas não. Nada. Era tudo verdade. Tipo, eu-ganhei-um-ingresso-bom-para-um-musical-bom-sem-nem-pedir-prá-ninguém. Quais são as chances?!

Só que dai, né, tanto era verdade que eu tava sentada praticamente ao lado do cara. E fiquei muito com vergoinha de ser tão folgada, pensar mal do menino e olhar prá ele com cara de "cê tá me enrolando" e nem contribuir. Dai eu tive que dar um pouquinho. Mas foi menos de um terço do valor do ingresso e o que importa é que eu sai de lá não só achando que o musical é liiiiindo e foi tudo lindo e tem ballet e sapateado e tudo, como sai com a sensação de que foi de grátis. Plus, voltei prá casa a pé.

De modo que eu acho que eu gastei toda a sorte que me restava até o fim do ano. Espero que tenha sobrado um pouquinho dela prá me arranjar um emprego. =S

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Notting Hill de Janeiro Carnival

Eu bem que tentei.
Segunda foi feriado aqui e a gente (eu o Rô a Carol e o Francis, amigo da Cá) foi no Notting Hill Carnival, um evento daqui. É um carnaval de rua com tradição caribenha que desfila por Notting Hill desde 1964 (to me achando moooito culta haha). Dai a gente foi, né, fazer um programa supostamente Londrino, até porque eu não tinha ido prá Notting Hill ainda.

Mas dai a gente descobre que não só o carnaval em si é meio mais ou menos, como já tem uns brasileiros com uns blocos e baterias hehe Ou seja, eu tentei me agregar na cultura local, mas se até num evento desses tem uma bateria brasileira no meio do caminho, que que eu posso fazer?! Eu juuuuuro que numa parte da música eles falavam "notting hill de janeiro carnival"! hahaha não fui eu que inventei não!

Enfim, foi legal anyway, a gente comeu um cheeseburguer suspeito na rua, andou muuuito com muuuito sol e ouviu bastante música. Pelo menos deu prá conhecer, ver como é ver algo diferente! E como eu tô muito chiusque, vou colocar um vídeo do bloco passando (sim, porque é um único bloco principal hehe). E umas fotos também, porque eu e a Carol também somos um casal bonito a beça! (ai e me fala que que é esse gordénho olhando na janela com cara de Meo Deos... Adorei haha)



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