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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Comida para quem precisa

Faz maior tempão que não falo de comida, hein? Então tenho que registrar dos restaurantes que eu fui há mais de um mês (cof cof). Teve aqui em Outubro o London Restaurant Week (ou algo parecido), que é aquele festival que vários restaurante carésimos fazem menus mais classe média prá nóis, classe média, podermos aproveitar. Então escolhi dois pros lados aqui de casa pra gente testar se gente phyna come bem mesmo ;)

O primeiro foi o famuóso Babylon at the Roof Gardens. Fica em Kensington e é muito popular porque tem uns jardins incríveis de lindos e também porque tem toda essa pinta de exclusivo-modernete que a galhera adóóórZZzz... uma pena que a gente achou que é só pose mesmo. A decoração que é super famosa a gente achou okay, o serviço é beeeem mediano e a comida idem. Comi um risotto com trufas que obviamente não estava ruim, mas eu esperava bem mais! Enfim, nossa conclusão foi bem simples: pagando o preço total a gente nunca, jamais voltaria lá, muito não vale a pena e definitivamente não faz nosso estilo.

Muita arquitetura pra pouca comida e serviço, hein colhegas?

Já o segundo, minha gente. Ele fica em Hyde Park Corner, num desses hotéis 5 estrelas tradicionalíííssimos de Londres, o Lanesborough. E eu não sabia quando marquei, mas é de um mega chefe Italiano famoso (o Heinz Beck) e o Apsleys é o único restaurante dele fora da Itália.

Nasci pra isso, beijos.

Ó, vou falar, isso SIM é um restaurante 5 estrelas, muuuito parecido com o Daniel que eu contei de quando a gente foi pra NY - só que melhor hihi. Uma decoração super clássica e linda, um serviço im-pe-cá-vel e uma comida incrível. A gente marcou um almoço lá num Sábado pelo mesmo preço do Babylon e foi duzentas vezes melhor. Fomos muito, muito bem tratados e servidos, tomamos uma taça de champanhe maravilhosa e além dos 3 pratos do menu ainda servirão uma pré-entrada e uma pós sobremesa (tem nome isso?). A gente saiu que não se aguentava.

Muito cosy...!

Ó, essas coisinhas ai na mesa são a "pós-sobremesa", mini amostras de docinhos variados. Nada mal ;)

Olha, vai demorar pra eu (poder) voltar lá viu, mas esse é um restaurante que com certeza absoluta, numa ocasião (muito) especial, eu recomendo demais!

Por fiiiiim (acumulei tudo os restaurante, agora aguenta ai!), nessa Quarta pra não passar meus aninhos em branco a gente foi no Casa Malevo, que é um restaurante Argentino que faz tempo eu queria ir. Ele fica aqui do ladinho de casa numa ruazinha que eu amo e tinha uma cara tão gostosa, que escolhi testar.

Amei, Amei Ameeeei! E amei mais ainda que dá pra ir razoavelmente sempre haha. Quarta-feira aleatória e TO-DAS as mesas tavam ocupadas é sinal de coisa boa, néam? ;) Enfim, super delícia, comemos empanadas de entrada obviamente, carne de main obviamente e... dulce de leche de sobremesa, obviamente!

Morram de inveja, muuuaaahhh! Comi essa dai mesmo, pudim com um toletão de dulce, NHAM!

Esse eu muito recomendo e nem precisa rolar uma desculpa muito grande pra ir, porque o preço é beeem razoávelzão, não é chiquérrimo, super confortável e gostosinho! Quero voltar e quero voltar logo, aproveitar que nem precisa pegar o metrô.

Minha primeira fotinha com 26 anos! Fala pra mim, começar 26 anos com essa cara de cansaço dá azar?!

****

Já que o post tá enorme mesmo e eu tô falando de comida, só queria registrar no blog o falecimento do meu amado Canela. Ele faleceu há uns meses já, mas sinto que devia deixar meu pesar por aqui também. O de Covent Garden continua, mas não é a mesma coisa. I'll miss you, Canelinha!

#RIP Canela

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Pensa numa pessoa entediada...

...

Soy yo.

Mas tudo bem, entediada e sem assunto que estou, vou contar minha pequenina aventura culinária de ontem. Tinha uns brócolis e batatas em vias de estragar lá na geladeira, dai achei essa receita incrível nesse blog e resolvi que era isso mesmo, hoje Marina ia tentar sua primeira sopinha elaborada, de Brócolis com cheijo Stilton, nhaaaam! (veja bem, a moça fala que a sopa é simples, mas isso é pra quem é level 5, eu sou level 2 ainda :)

Primeiro fui no mercado, comprei o que achava que precisava e, quando cheguei em casa... vi que precisava de nozes e sementes, o que eu tinha esquecido. Tudo bem, tudo bem, eu vi que esses ingredientes só iam por cima, então apesar de não ter esse gostinho especial a sopa mesmo ainda tava salva.

Então Ok, deixei o brócolis e a batata lá fervendo, fui ver Vale Tudo (reta final minha gente, pura emoção) e voltei pra cortar uns pãezinhos, temperá-los que nem ela ensinou e bater a sopa (com o queijo) no liquidificador - obviamente queimando a mão, porque não sabia que coisa quente no liquidificador...explode, digamos assim. Coloquei de volta na panela, pãezinhos crocantes, Rodrigo chega (é impressionante o radar que ele tem, no minuto que eu desligo o fogo e a comida tá pronta ele aparece em casa) e dai tudo pronto, lembrei que tinha esquecido o creme de leite! Mas poxa, juro, a consistência da sopa tava tão boa, tão gostosinha... que desencanei do creme de leite e comemos felizes nosso super jantar semi-saudável que tava uma delícia!

Enfim, foi isso. Eu avisei que tava entediada e sem assunto, mas você resolveu chegar até aqui... É que o que mais me orgulhei ontem (palmas pra mim) é que pela primeira vez 1- eu fiz tudo meio "de cabeça", sem seguir e.x.a.t.a.m.e.n.t.e o que a receita falava, coisa que eu nunca achei que seria capaz e 2- vi que realmente, a sopa deve ficar divina com o creme, as nozes e tal, mas pra uma Quarta-feira qualquer, despreparada e iniciante que sou, achei que deu super certo! Quem sabe num dia de muito frio no próximo inverno dá até pra fazer a versão "completa" pros colhegas!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tastecard

Já que aqui em Londres:
- salário = aluguel
- a gente é ligeiramente caseiro
- e o frio me dá uma vontade de nunca mais sair da cama de casa...

...eu e Rodrigo precisamos de certos incentivos pra deixar o conforto do lar. Por exemplo, quando descobrimos um cinema a duas quadras de casa, compramos um cartão "fidelidade" de £13 por mês e podemos ver quantos filmes a gente quiser, qualquer dia, qualquer hora. E maioria dos meses a gente faz valer (cada ida custaria £8, vai duas vezes no mês e já pagou!), vamos juntos, sozinhos, com amigos, o que der.

Mas né? Desde quando ir no cinema (sozinho ainda por cima) é sair. Não vale. Então que, mais uma vez com o PAItrocínio da empresa que dá mais benefícios do mundo, adquiri essa semana o Tastecard.

O Tastecard é basicamente um cartão que te dá 50% de desconto em comida em diversos restaurantes de Londres (e Inglaterra toda!). Eu nunca pensei em comprar, justamente porque a gente não é muito de sair. Também porque o cartão válido por 1 ano custava £70 e pra gente não valeria a pena, mas com essa ajudinha da firrrma ele só custou £30 e saiu direto do meu Hollerite (gente, sério, quem inventou essa palavra?), então nem senti!

Tô mó feliz, porque quem sabe agora a gente se anima minimamente pra sair mais. O Taste é válido pra váááários restaurantes de chain, tipo Pizza Express, Zizzi, GBK, mas também é válido pra muitos restaurantes menores e diferentes, nos quais a gente normalmente não iria. As condições mudam de restaurante pra restaurante, por exemplo alguns fazem 2-4-1 nos pratos principais, outros precisa ligar antes pra marcar, outros não aceitam de Sexta-feira (clássico, não?). Mas, em geral, é só você chegar, falar que tem o cartão e pronto, 50% de desconto, amigo! E mais, não é 50% de desconto no meu prato, é na conta de comida inteira, pra até 4 ou 8 pessoas!

Ah outra coisa que eu gostei é que eles têm um app bem legal pra Apple e Android e se você tá meio perdido na rua, não sabe onde ir, ele te mostra todos os restaurantes da vizinhança que aceitam o cartão, por exemplo. Ontem tentei ir num restaurante com uma brother e tava muito cheio, procurei no app e acabamos indo num outro que a gente aaaama, o Jerusalem (drinks muito gostosos!) e o esquema era de 2-4-1.

Enfim, acho que pra quem mora em Londres e sai muito pra comer é uma ótima coisa. Porque realmente economiza e dá pra tentar vários restaurantes novos, diferentes e mesmo que seja ruim... bom, pelo menos você teve descontão! E viu amigos no Brasil, se vir matar as saudades de mim não for incentivo suficiente pra vir pra Londres, prometo levá-los nuns restaurantes mó gostosos e conta baratex! ;)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Nhami!

Pois é, voltei. Já tô acordando cedo, trabalhando, almoçando no Canela, vi as colhegas no Sábado (post sobre St. Albans logo menos), anoitecendo antes das 17h. 100% em Londres! :)

E pra finalizar posts sobre minha visita ao Brasil, eu podia falar mil coisas, o quanto matei as saudades, curti ficar na praia, a família, os amigos, o quão tchuki-tchuki são minhas priminhas (eu até tentei trazer a mais nova na mala de mão, os pais não permitiram, um absurdo).

Mas ó, tudo isso fica no chinelo (menos as priminhas!) perto do quanto eu aproveitei pra comer. Gente, sério. Ce fica aqui uns meses e acaba acostumando né, a pizza nem é tão ruim assim, pra que comer carne, feijão nunca fez falta, nem se importa mais com o gosto da água. E dai você vai pro Brasil e toda sua perspectiva alimentícia fica abalada. Porque olha, sou só eu ou arroz e feijão com bife acebolado é sete vezes melhor que purê de batata com peito de frango? Pastelzinho, coxinha, empadinha, queijinho é mil vezes melhor que finger sandwiches? A pizza eu nem comento, acho que depois do bife com caldinho é o que me faz mais falta!

Meu momento preferido :)

Enfim, aproveitei viu? Comi com gosto a leitoa que Tio renas fez em Ribeirão (após o desastre caseiro de nossa própria leitoa, que não vem ao caso), comi tudo de frito que tinha na praia, fomos no Árabe, no Monte Carlo (fica a dica, praia das Astúrias), feijão da Zai, muita carne, pizza e mais pizza. E óbvio, não é que os restaurantes daqui sejam ruins - ate porque, desde que eu cheguei comi super bem!), seria bem exagero de minha parte falar isso. Mas, pessoalmente, não tem jeito - pra mim a comida no Brasil é campea!!

Só pra dar um gostinho, Ellison e Fran (que não me deixaram trazer nem uma perninha da letícia comigo, hunf...) resolveram me levar não só num restaurante bão, mas num restaurante de comida Brasileira sem-noção-de-bão. O pecado chama Brasil a Gosto (lá em São Paulo) e não posso olhar as fotos que já me dá fome de novo. Não sei muito assim dizer em qual prato que eu mais babei, porque todos juntos reúnem tudo que eu adoro de comida Brasileira, mas eu acho que a entrada está ganhando:


Sentiram o drama? Bolinho de arroz, pastelzinho, queijinho, camarao, picanha, farofa, romeu e julieta (chiuque!), que mais eu quero? Não, não responda que eu já penso na pizza, huuuummmmm...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

L'Atelier des Chefs!

(Olha, eu não quero transformar meu blog em um blog de cozinha, mas que culpa eu tenho se o universo conspira a favor dos meus dotes culinários?! :)

Quinta foi dia de Workshop final com o cliente, que inclui no final um mini-evento de comemoração, team building, essas coisas. Só que era surpresa e a gente só foi descobrir onde íamos na hora. E eis que minha chefe teve a idéia mais genial dos últimos tempos: fomos no L'Atelier des Chefs pra um curso de culinária! Não posso ignorar e não contar como foi né...

Nosso "time"

O L'Atelier des Chefs é uma cadeia de escolas de culinária da França e eles têm essa filial aqui em Londres. É bem perto do escritório (atrás da John Lewis de Oxford St.) então fomos a pé mesmo. Bom, começa que o lugar é super lindo, organizado, uma delícia! Ficamos um tempo conversando e tomando champanhe e então o esquema (no nosso caso) seria ir pra cozinha em dois times de 6 pessoas e cada um preparar o seu jantar em 1h30 - obviamente com a ajuda do Chef, que pra ajudar era muito simpático e ligeiramente gatchénho. Cada um tem sua tábua, suas facas e todos os ingredientes já estão separadinhos.

Ele explica as receitas, o que vai onde, quando tem que fazer o que e daí cada time tem que se organizar. O nosso cardápio foi (sente o drama): de entrada Verrine de camarão com abacate, chilli e bacon crocante; de main peito de Pato com abobrinha no alho, batatas e molho de pimenta vermelha; e de sobremesa Mille Feuille de ameixas temperadas com laranja, chantilly e calda de caramelo.

Gente, essa descrição não faz jus ao que é a comida, sério.

O Guacamole:

Entendem? O Bacon ali esturricado, os camarões... Alguém aliás me conta o mistério de como um camarão cinza fica laranja? Grata.

O prato principal:

Esse é o mais difícil de explicar. As "batatas" na verdade é um pure, embaixo da carne. Mas não é um pure normal né galhera? Vai tudo nele, cebolinha, salsinha, muuuita manteiga e até limão. E as abobrinhas foram feitas juntas com uns tomates semi-secos, meio azedinhos... pra contrastar com esse molho, que apesar de chamar molho de pimenta (vermelha), é meio adocicado, porque é feito com cebola Shallot (da qual eu nunca tinha ouvido falar, obviamente!). Complexo minha gente, muito complexo...

A sobremesa:
Eu fui humilde na sobremesa, era pra ter três camadas. O chantilly não é normal, é muito melhor e feito com vários ingredientes. E as ameixas ficam deliciosas e têm um gostinho de laranja no fundo incrível... E esse caramelo nem posso comentar que me dá vontade de chorar - puro açucar, manteiga e creme de leite. Projeto Verão #Fail para todo o sempre.

E os vinhos que nos acompanharam:

O Branco na entrada e o Malbec atééééééé altas horas :)

Bom, "resumindo": pra mim o mais legal mesmo foram as explicações, o básico de como cortar cada coisa, como fazer o pato, limpar o camarão (mil vezes écati), o chantilly... E aprendi a técnica lá que o Jamie usa pra cortar as coisas em segundos e agora ninguém me segura! Daqui uns 5 anos tô fazendo igual - sim, porque parece tão simples, mas é difícil pacas! Enfim, eu chego lá, ainda mais se o mundo continuar me incentivando assim, tão descaradamente! :)

(Ah e quem sabe né? Se alguém quiser as receitas é só pedir, que eles mandaram tudo pra gente! Eu ainda não me arrisco não hehe)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Marina-Amélia-Feliz

Ai posso contar (de novo) meu progresso culinário? Pois sou uma nova pessoa! Estoy in love com um livro que eu comprei faz umas semanas, que chama 200 Really Easy Recipes (quem rir leva na cara, falow?):

Zentchy, é muito bom! Para antas como eu ele é perfeito e um ótimo incentivo pra começar a cozinhar, porque as receitas são realmente "Level 1" e eu não me sinto uma completa incompetente, compreende? Ó, desde que eu comprei já fiz:
- Ensopado de lentilha com frango e vegetais (a gente ama lentilhas, já fiz 2 vezes)

- Frango com molho de limão e bacon (Rodrigo a-do-ra molho de limão, vou ter que fazer de novo)

(aqui tá sem o molho, que eu fiz só depois hihi)

- Steak com molho de mostarda e hortelã (campeão!)
- Pure de batata doce (móinto bom, exceto que deu trabalho amassar as batatas já que eu não sou munida de instrumentos culinários úteis e foi no garfo mesmo)
- Penne com molho branco e chorizo (campeão também, super fácil e o Rô ama chorizo mais do que a mim)

Agora, melhor do que ter um livro de auto-ajuda na cozinha é ter amigas cozinheiras e que muito me incentivam! A Helô foi a primeira a me acolher e me ensinou a fazer molho Bolonhesa e Molho Branco - ensinando também o básico e necessário (rá!) do tipo "oi, muito prazer, meu nome é salsinha".

Outra amiga que cozinha muuuuito bem é a Kris, a Americana que conheci no meu primeiro job. Então, a menina é uma coisa, cozinha muito bem altas coisas diferentes. Ela me ajuda pacas, me passa receitas (ela que passou o frango delícia que eu fiz pros meus Tios) e de aniversário me deu um pote com ingredientes pra eu fazer "The best-taste Chocolate Brownies ever" e uns utensílios de cozinha. Segundo ela, quanto mais voce cozinha mais percebe a diferença entre os utensílios bons e ruins (vide a saga do meu pure, Rodrigo que o diga).

(esse é o mega frango temperado com coisas que eu nunca soube que existiam)

E outra ainda que não se conformava com a nossa (ex) dieta de tortelloni congelado e/ou quiche do supermercado é a Quézia e tô aprendendo com ela também. Além de ter feito uma das receitas que ela colocou no blog (a outra ainda é muito desafio pra minha pessoa hehe), ela me deu de aniversário o 30 Minute Meals do Jamie Oliver que eu AMEI! O livro só tem delícias e todo tipo de receita, é impressionante.

Só que eu ainda não tive coragem de fazer nenhuma receita dele, tô meio apavorada, sabem como é? Pra mim o segundo nível é conseguir cozinhar mais de uma coisa ao mesmo tempo, acho muito difícil, tenho pânico, acho que vou esquecer alguma coisa, queimar outra, confundir as coisas, en.fim. Um passo de cada vez.

Vou continuar mais um pouco com minhas receitas humildes. Dai vou fazer umas do Oliver, mas só um dos pratos de cada vez. E daiiiii eu faço a refeição toda. E adivinhem queeeeems vou chamar pra jantar em casa, hum?? Me aguardem hohoho

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Huuumm....

Mais um post gordo. É que semana passada foi intensa em termos de...erm...degustação ;) Vou por partes:

Na Sexta-feira dia 12 meu time foi almoçar num restaurante Francês aqui no Soho que chama Pierre Victoire. Quié isso... O restaurante é super simples, decoração ok, escondido na Dean St. do lado do Tesco. Mas nossa, que comida! De entrada comi spring roll de carneiro e de prato principal uma massa vegetariana - com mushroom, castanhas caramelizadas e óleo de trufas (olha ele ai...). Sabe quando você come com muito prazer? E dai quando vem a conta você entra mais em choque de felicidade ainda? O set menu com 2 pratos (entrada e main ou main e sobremesa) é 8.90. oito-e-noventa. Sério, é muito barato pela qualidade e quantidade de comida (não, não é porçãozinha mini francesa...). Enfim, pra quem tiver pelo Soho eu recomendo muito e quero voltar logo!

Dai no dia do aniversário, Terça-feira, não dá muita festa... o Rô teve a (ótima) idéia de irmos jantar no The Battery, um restaurante chiquy que tem aqui perto de casa e nunca tínhamos ido (por motivos óbvios). Fomos lá todo bonitinhos e arrumados pra um jantar romântico com um vinhozinho e uma vista linda do rio, óóóhhhnnn.

Dividimos de entrada um carpácio com óleo de trufas (ó, quem diria...) e pedimos mains leves, sem carne - eu pedi um nhoque de ricota e ele ravioli de lagosta. E tava bem gostosinho sim, mas nada espetacular de ver fogos de artifício não... e coitado do Rô que né, três raviolizinhos não deu nem pra ele começar, comeu um pouco do meu. O melhor mesmo foi que tomamos bastante vinho e o garçom Brasilero nos deu cafés e docinhos (delícia!) no final, pra fechar com chave de ouro. E nem precisei mentir que era meu aniversário hein, porque dessa vez era mesmo! E é caro, mas menos do que imaginávamos... Pelo menos sabemos que é possível, nada fora do mundo e em um dia especial é uma opção boazinha.

Agora o ápice da semana mesmo foi na Quinta-feira. Lembra que falei do projeto que ia fazer no trabalho e de presente ganhamos um jantar num restaurante BEM irado? Então, nem sei por onde começar..! A maioria escolheu o Bocca Di Luppo que é Italiano e lá fomos nós - oito pessoas. O restaurante é surpreendentemente pequeno, mas surpreendentemente lotado! É um ambiente bem chique, mas muita gente, todo mundo falando super alto, o staff se esbarrando por todos os lados, engraçado. E dai né gente, como é a firrrrma que tá pagando, pedimos tu-do que temos direito!

Bebemos champagne, muito vinho, cafés e Grapa, que é tipo um licor Italiano SUPER forte que eu não aguentei. Dividimos um monte de entradas maravilhosas e o destaque foi pra uma bola giganta (500g) de Mozarella de Bufalla temperada com truffa (deu, né?), a melhor que eu já comi até hoje. De main eu escolhi uma carne bem pesadona, com rúcula e parmesão e as batatas assadas mais crocantes que também já comi. E pra encerrar a festa um brioche de sorvete de pisttachio e hazelnut. Olha, se o local fosse menos chique eu diria que fiquei muito cheia, mas como agora tenho classe eu digo que fiquei deveras satisfeita :) Óbvio, essa festança toda saiu uns 100 por pessoa, coisa que só a firma pra bancar pra nois, né?

Enfim.

Bocca Di Luppo é fora do normal, bom demais mas uma gastança... Então pra quem é normal que nem nóis, o Pierre Victoire me ganhou!

(Todas as fotos roubei dos sites deles, já que né, restaurante chique eu não tive as manha de ficar tirando o flash da bolsa hihi)

domingo, 24 de outubro de 2010

(quase) Inexistentes dotes culinários

Eu nunca tive assim, muuuuita vontade de aprender a cozinhar. Quando eu era pequena sempre fui muito mestra na arte do Brigadeiro, mas ? Não sei se posso falar que brigadeiro de panela é cozinha.

Dai quando mudei pra São Paulo... não evoluí nem um milímetro. Primeiro porque eu e Marida tínhamos a vantagem de viver pertinho de Campinas, então nosso jantar vinha congeladinho lá de casa mesmo, carninha, arroz, feijão, strognoff, carne de panela, sopinhas, tudo nos taperwares que salvaram nosso período de faculdade.

Segundo porque, em geral, nesses anos de SP a vida foi sempre meio corrida. Tinha épocas de acordarmos 6h prá GV, estágio até 19h30, chegava em casa e ainda tinha que estudar, fazer TCC, etc etc etZZzzzz.... Então óbvio, assistir a novela sempre foi a prioridade: não tenho o me-nor pudor em admitir que preferia ficar uma hora largada no sofá depois de um dia desses, do que uma hora em pé no fogão!

Enfim.

Aqui tá um pouco difícil ignorar o fato de que preciso aprender o mínimo. Primeiro por estar longe dos taperwares salvadores de Zaíde; segundo porque agora nesse esquema de casal os programas se resumem basicamente a ir na casa dos colhegas pra almoços, jantares, etc etc e poxa, muito bom ter gente em casa também; terceiro porque minhanossasenhora o Rodrigo come muito e não há pra ele a opção de "vamos comer uma sopinha e uma salada hoje a noite" porque senão era divórcio antes mesmo de casamento.

Então cá estamos. Mas olha, não tá fácil. Minha colhega Heloísamuitas semanas me ensinou a fazer macarronada (é, eu não sei fazer nem macarronada, beijos!) e cadê que eu faço essa macarronada? Morri de medo e só fui fazer hoje - obviamente com a devida supervisão dela hihi.

Tenho uma outra amiga Americana que cozinha ridiculamente bem e em Junho fomos na casa dela jantar. Gente, humilhação. Ela me cozinhou um risoto de abobrinha e fez um frango com amendoim e canela, uma coisa meio louca absolutamente incrível. E cadê que eu tive coragem de convidá-los pra vir aqui? Demorou até uns dois finais de semana atrás, quando tomei coragem e decidi que tava na hora de acabar com a palhaçada.

Olha, eu nem vou comentar o meu estado de stress na Sexta e no Sábado antes de eles virem. Resolvi fazer um risoto de Brie com Parma, comprei o frango de padaria do Waitrose (é mó bom, eu garanto) e resolvi que ia porque ia fazer um cheesecake com cobertura de goiabada que está aqui estragando na geladeira (alguém quer?).

Putz... Olha, desastre não foi. Eles já estavam bem avisados que era minha primeira experiência culinária em casa e no final todo mundo saiu super bem alimentado. Mas óbvio, tava na cara que algo não ia funcionar. SORTE que foi o cheesecake e não o Risoto.

Digamos que assim, eu nem me liguei no fato de que "gelatina sem sabor" significa fazer a gelatina e jogar na massa e não apenas jogar o pozinho e ele magicamente vai sustentar o negócio. Pois é. Não rolou. O negócio caiu, um desastre na cozinha, minha manhã de Sábado literalmente indo pelo lixo, mas sabe que nem me abalei? A Kris riu tanto da minha cara e o Rodrigo ficou com tanta pena de ver o estado daquela coisa toda esparramada pela pia que eu até levei no bom humor.

Enfim, vamos indo. Ainda não peguei o gosto pela coisa, vou aprendendo beeem devagar, no meu ritmo e, quer saber? sem a menor pressa. O Rodrigo quando chega em casa a noite come até caco de vidro, então eu começando a fazer algumas coisas durante a semana e se ficar ruim só eu sei; ele come tudo mesmo, raspa o prato e ainda repete... Faz maravilhas pra minha auto-estima culinária!

domingo, 18 de julho de 2010

Sunday Roast

Faz favor, encontre o erro na foto abaixo:

Não achou? Mas como? Acho difícil não achar esse BRAÇO ENORME, hein!! Pois é, vivo falando que não gosto da comida daqui, que só tem porcaria e coisa e tal e como, meu Pai, coooomo que eu tô crescendo, não?! Enfim...

Dai vem um Domingão desses, mó solzão, sogritcha em casa, se faz o que? Sai prá comer, lógico... Mas não só comer. Comer um prato tradicional, num Pub tradicional, comer tradicionalmente muito no Domingo.

Fomos nesse The Gun, um Pub mó escondido em Blackwall, nem sei como a Carol descobriu aquilo ali. Mas de fato era um lugar lindinho e, segundo ela, tinha o Sunday Roast, que é um prato bem tradicional Inglês. No fim das contas o Roast nada mais é do que um Roast (carne de vaca, porco, frango ou cordeiro) com cenouras, batatas, parnsnip (não tem no Brasil, não sei explicar), vagem e o tal do Yorkshire Puddim.

Já diria Heloisa: foto de comida é difícil ficar feia, não?

Esse negócio que meio parece um cogumelo avantajado ao contrário é o Puddim, que é um acompanhamento do Roast. Veio de Yorkshire (dããã) e eu li aí uma história que nos antigamente, como a carne era muito cara, os Ingleses comiam esse puddim no molho de carne (hoje servem com Gravy) prá disfarçar que a carne na verdade era pouca, sabe? Achei digno.

Enfim, hoje a carne não é pouca (tava um pouco dura, fato), então comemos muito e acompanhado de uma Pimms super boa, então... Já valeu pelas calorias do final de semana.

Os brothers

E depois não sei porque tô engordando......


domingo, 30 de maio de 2010

Gourmet

Lembra que comentei que a Grazi tinha feito um super jantar prá nóis aqui em casa?
Então, foi um "girls night in" super improvisado, mas deu muito certo!



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Canela

Gente, achei. Depois de dois meses trabalhando eu finalmente achei um lugar decente prá almoçar! Vocês não tão entendendo, almoçar direito aqui em Londres não foi tarefa simples, por dois motivos principais.

Primeiro porque não adianta, aqui não tem comida muito decente por menos de 5 pounds (é a regra geral, NIN-GUÉM normal gasta mais de 5 pounds num almoço todo dia). E by decente eu quero dizer saudável. Que não seja meio lixo tipo Fish&Chips, Pastry com batata frita, wrap, sanduiche ou comida congelada do supermercado. O único lugar que eu tinha encontrado, o Burlington's Caffe, era o único que servia comida mesmo. Mas depois de umas semanas comendo chilli con carne + arroz + salada não tão frescos assim, todo santo dia, desisti.

Segundo porque aqui, como eu já mencionei, a galhera simplesmente não tem o costume de sair prá almoçar. Juro, isso é muito chocante prá mim, o pessoal da Kaiser pode atestar... Sair prá almoçar é sagrado, é necessário, é vital prá minha pessoa. Não há prá mim nada mais insuportável do que comer na mesma mesa olhando pro mesmo computador que eu já fico 8 horas por dia. Pior, comendo sancuiche ou comida congelada. O pessoal compra uns frango com chilli (óbeveo) e fica comendo no escritório e o ambiente fica numa nhaca de tempero que vocês não têm noção.

Pois então que eu resolvi explorar e, como o bairro aqui é muito do legal, cada dia eu tava indo num lugar experimentando e vendo os preços e passeando por ai. E eis que ao lado de Carnaby Street, num lugar dos mais charmosos, surge o Canela. Um singelo cafezinho de esquina beeem minúsculo, numa ruazinha atrás e que só vende comida portuguesa e brasileira. Fui ver do que se tratava, porque de fora você só vê o café e os docinhos (um caso a parte aliás, brigadeiro, bolo de banana, pudim de leite e o melhor quindim da história de Londres). E prá minha surpresa, eles serviam um Lunch Special por 4,95 (na rissssca) que, segundo eles, era fresh, home made brazilian food.


Hum. Sounds promissing.

E olha, eu juro que não tô daquelas frescas que acha tudo que é inglês é ruim e só brasileiro que presta. Mas almoço ruim, que é minha única refeição mais saudável do dia, eu prezo muito, NÃO DÁ. E fui lá eu cair justo num restaurante brasileiro.

Sente o drama do meu almoço semana passada e vejam se não chorei serpentina quando meu prato chegou: músculo com molhinho sem pimenta (milagre), arroz recém feito, salada e vegetais grelhados. Mas eu tô calejada e não ia deixar uma única experiência me iludir, então voltei no dia seguinte: saladinha, legumes, strognoff de camarão (JU-RO). E hoje, pro tira teima, os caras me trazem o mesmo arroz gostosinho com legumes grelhados e franguinho de forno com batata assada igualzinho o da Zai. Pronto, me ganhou. Não precisa de mais nada: um cardápior que muda, comida de verdade, preparada na hora por uma cozinheira brasileira, num lugar gostoso, por 4,95. É nóis. E o negócio é tão bão, que nesses dias eu só vi inglês almoçando lá!

Bom, só posso dizer que eu tô muito realizada e agora posso ser feliz para todo o sempre, porque eu não tô brincando, minha gente. Se eu não como direitinho no almoço, não como direito em horário nenhum! Ah! O Canela fica na 1 Newburgh Street, Soho.

(E prá quem pensou "ué, mas porque você não cozinha sua comidinha a noite e leva de marmita?" é porque não me conhece o suficiente prá saber que minhas habilidades culinárias beiram a calamidade).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Reduce-Reuse-Recicle

Olha, eu não quero ser A Eco-chata, como já diria meu irmão... Até porque eu não tenho a menor moral prá dar lição em nobody nesse quesito. Mas é que eu tô chocada com a falta de consciência do povo daqui, sério.

Eu nunca na minha vida consumi TANTO lixo em casa... E sem ter onde jogar! Quer dizer, exagerei, mas não tanto também. Primeiro: sério, a galera aqui tem MUITO lixo. TUDO aqui é de papelão, plástico, papel, embalagens e mais embalagens, tudo que você pede e compra vem mil vezes embalado. Dai você pensa "well, que bom né, tudo é reciclável pelo menos, que mundo bonito que essa gente vive".

Pois bem. Mas e na hora de jogar fora? hein? Hein??? Quando a gente morava em Victoria, por exemplo, não tinha como separar lixo! Simplesmente porque naquela região (ligeiramente muito movimentada, devo dizer) não tinha coleta separada na rua... Nem no "prédio"... Juro que me dava vontade de chorar toda vez que eu ia colocar o lixo prá fora (leia-se que o Rô ia jogar o lixo prá fora, porque essa tarefa é dele hihi). Daí que nesse novo prédio até tem um dia de coleta de recicláveis. Mas nem separadinha ela não é. Então fazemos o possível, temos o nosso lixo de recicláveis e tal, mas é tudo. Olha que meigo que tive que fazer, até porque Carolzinha e Rô, tanto tempo morando aqui, nunca nem separavam o lixo!


E quando a gente sai prá comer então? Tipo Wasabi, que vem tudo nuns potes? nãnã. Joga no lixo mesmo, porque não tem muito como separar. Aliás eu devo até ser justa, porque aqui em Canary Wharf ainda tem uns lixos separados no shopping, por exemplo. Mas no centro é muito raro encontrar um, acho que eu só lembro de ver no Pret, que é uma cadeia de comida.

E na academia, minha gente?! As muié não tem noção...! Elas pegam, juro... Uma toalha de rosto, DUAS normais (uma é só para elas pisarem, acreditem) e mais um roupão. Imagina prá lavar tudo isso, quanto não gasta?

Mas o ponto culminante mesmo foi quando eu tava conversando com a minha nova brother americana, a Kristina, e a gente tomava uns mil cafés e chás por dia naqueles copo de papel, enquanto a gente trabalhava, e jogava tudo no lixo normal. E daí que eu um dia comentei que "nossa, eu achava que os Europeus eram um pouquinho mais... humm.. avançados?" e ela desembestou a falar que era um absurdo, que ela tava aqui há 5 anos e era ridículo a quantidade de lixo que ela consumia, que na cidade dela nos EUA (pasmem) ela fazia coleta seletiva desde que nasceu e lá tudo é assim e que aqui ela demorou prá se acostumar, etc etc.

Bom, se a colhega americana, que também vem de um lugar mais avançadinho (porque né gente, não adianta vai, essas coisas no Brasil ainda engatinham...) e que a gente - preconceituosamente - imagina que não faz nada nesse sentido, já achou o povo daqui sem noção... Quem sou eu prá dizer o contrário!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Metade cheio vs. Metade vazio

Hoje eu almocei:


- Arroz sem sal e empapado com ovo mexido e restos de legume estragando na geladeira
OU
- Arroz à moda oriental com fritada de legumes

Perspectiva é tudo nessa vida...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Será?

Hoje eu resolvi fazer um bolo de maçã que eu experimentei um dia em São Paulo com minhas tias queridas (saudades hihi) e peguei a receita. Só que na receita tava escrito "3 xícaras de trigo".

De trigo? Eu, me achando muito malandra, pensei "ave, eles erraram né, deve ser farinha de trigo, derrrr".

Turns out que era prá ser trigo mesmo (alguém já viu trigo prá comprar?!). Mas eu coloquei farinha de trigo mesmo assim e agora ele está lá no forno. Será que vai dar certo?

Veremos...

ATUALIZAÇÃO --> Deu muito certoooo! Tá uma delícia, alguém quer?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Oi, muito prazer

Eu deveria ter uma vergoinha de contar essa história, mas essa sou eu, muito prazer, não vou aguentar. E ela é tão ridícula que merece ser divulgada.

Estava eu aqui em casa, toda pimpona, pensando no que almoçar quando eu resolvi que meus dotes culinários já estavam em estágio avançado suficiente para eu me alimentar decentemente. Claro, porque quando dizem que a necessidade é a mãe de todas as virtudes, é verdade: cinco anos em São Paulo e eu mal sabia me virar no arroz, 20 dias aqui e eu já sei cozinhar até a mistura! Então fui lá, preparei (muito habilmente, por sinal) um almoço digno de Zaide: um arroz p-e-r-f-e-i-t-o, uma saladénha gostosa e temperadinha com vinagre balsâmico e pedacinhos de frango feitos na hora, com umas cebolinhas e tudo.

E dai você olha tudo aquilo e pensa: "Nossa, mas eu sou muito boa, não? Prá quem não sabia fazer nem arroz, até que eu tô escolada". E eu naquela alegria, tão orgulhosa de mim mesma, "ai minha mãe deveria ver isso", "ai como eu sou prendada" "Ah, tudo eu posso". E como se não bastasse eu ficar me glorificando, eu tiiiiiinha que comprovar minha proeza:



Ah, tava bonito, vai? E olha, eu vou contar... Esteve bão... enquanto durou.

Porque eu, retardada mental que sou, não basta a faca dar aquela escorregadinha básica quando você vai cortar e acaba espalhando um arrozinho, sabe? Nãããããão... O negócio aqui é profissional mesmo: a faca deu aquela escorregada, o prato resolveu que queria ir junto e virou e caiu e espalhou meu almoço pelo chão.

É, eu sei. Não tinha o que fazer, minha gente, tinha arroz e sujeira e frango e pó tudo junto e não tinha o que fazer. Sõ me restou aquela raiva louca e ficar olhando aquilo tudo no chão com a boca meio aberta e pensando "tooooooooooooooooooooooooma". E então eu, malandra que sou, decidi que não queria comer mais nada, peguei um cookie-de-chocolate-com-gotinhas-de-chocolate e me dei de consolação.

E assim a vida segue. Depois a Clau me chama de estabanada e eu não tenho nem o direito de xingar ela, né?