Neve aqui é coisa rara. Então vambora aproveitar que, depois do inverno mais quente dos últimos tempos, a onda polar finalmente invadiu a Europa e culminou numa noite liiiiiiinda de muita, muuuuuita neve que não pára de cair há horas.
Agora é só torcer pra gente acordar de manhã e ela estar ali, intacta, só pra gente poder brincar um pouquinho mais. Porque se seguir seu caminho usual, essa foi nossa única noite de nevasca nessa cidade!
(ops, já é de manhã. E já tá tudo derretendo. Oh well....)
Mostrando postagens com marcador neve. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador neve. Mostrar todas as postagens
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sábado, 17 de dezembro de 2011
Natal em Londres
Tamo tropecando no Natal, não me aguento. Tenho pra mim que só dois tipos de pessoas não gostam do Natal: as chatas e as do contra - que em geral são chatas também, o que me faz crer que só gente chata não curte o Natal hohoho. Brincadeirinha, tsá? Mas QUEM não gosta de uns diazinhos de férias? Tudo bem, tem quem não se dê com a família, não curta o consumismo, mas é que nem carnaval: não precisa ir lá sambar e suar na avenida, mas eu aprecio MUITO meus dias de folga e não vejo a hora de eles chegarem! :)
Então que pra passar meu tempo e enrolar enquanto essas semanas do advento se arraaaaaaaaaastam, fiz uma listchénha de tradições Natalinas Britânicas que por motivos óbvios só conheci aqui!
Uma tradicão 100% Britânica! Como posso explicar? São uns tubos de papel cartão (cartolina? Não sei!) decorados que parecem balas gigantes. Eles estão por TODA parte no Natal, em todas as mesas em todas as festas. Basicamente cada pessoa puxa um lado e quando estoura (ele estoura quando voce puxa, tem um tico de pólvora dentro pra dar graça) uma das pessoas fica com o que tem dentro. Foto mais explicativa que essa, impossível:
Tradicionalmente dentro vem uma coroa de papel, um brinquedinho ou lembrancinha inútil e uma piada ou brain-teaser. O último que eu peguei o papel era, na verdade, a história dos crackers! Quem criou foi John Smith e os filhos dele que evoluíram e milionarizaram a ideia - até hoje, por exemplo, são feitos crackers exclusivos para a Família Real . Mas ó, a-pos-to que o Cracker deles não vem com um presente tão bacana quanto esse que eu ganhei no almoço da firma, RÁ!
Mince Pies
Tradicionalmente dentro vem uma coroa de papel, um brinquedinho ou lembrancinha inútil e uma piada ou brain-teaser. O último que eu peguei o papel era, na verdade, a história dos crackers! Quem criou foi John Smith e os filhos dele que evoluíram e milionarizaram a ideia - até hoje, por exemplo, são feitos crackers exclusivos para a Família Real . Mas ó, a-pos-to que o Cracker deles não vem com um presente tão bacana quanto esse que eu ganhei no almoço da firma, RÁ!
Mince Pies
Mince Pie não é meu doce preferido não. Mas é tããão natalino, tem um cheirinho tão bom, que tenho que mencionar, vale até a pena procurar no Wikipedia e fingir que sei tudo: a história das Mince Pies é antiga, meio que começou lá pelo séc. XIII quando os caras das cruzadas voltaram do Oriente Médio com receitas que tinham carne, frutas e especiarias - AHAM, carne com frutas e temperos, tudojuntoaomesmotempoagora. Bem estranho, mas parece que a galhera curtiu, a tradição perdurou e apesar de a receita hoje ter mudado um pouco e ser bem mais doce do que salgada (bão, né…) todo mundo adoooora e come mointo. Pra tomar com um cházinho da tarde são bem ótimas, admito.
The Twelve Days of Christmas é uma música Inglesa que pra variar um pouco tem mais de 2 séculos. Eles acham que provavelmente comecou como um jogo, mas na verdade ninguém sabe direito e, o melhor: ninguém sabe direito o que significa! Pra ser mais precisa: "The lyrics of The Twelve Days of Christmas may have no meaning at all. Its meaning, if it has any, has yet to be satisfactorily explained". ("a letra de 12 Days of Xmas pode não ter significado nenhum. Seu significado, se tiver algum, ainda tem que ser satisfatoriamente explicado").
Enfim, a música vai numerando presentes dados pela "pessoa amada" durante os 12 dias do Natal - entre o 26 de dezembro e o 6 de Janeiro - e vai acumulando e ficando maior, conforme os dias vão passando, sabe como? Por isso que acham que comecou com um jogo, o barato é saber decor qual o presente de cada dia e a ordem certa, sem errar. Essa é a música pra quem quiser escutar e "entender" o que fala!
(chatinha, mas fofinha)
Comercial da John lewis
Tá bom vai, não é uma tradição de séculos, é mais uma mini-tradição da cultura pop atual mesmo hehe. A John Lewis é a loja mais cliché, mais deliciosa que tem no Natal. Tem de tudo, de (quase) todos os preços, altas coisas lindas e um super apelo "British". Dai os caras espertchenhos vão lá e todo fim de ano fazem um comercial de natal destruidor, com os únicos objetivos de te fazer 1) chorar 2) comprar. Mas, fazer o que, adoooro ;)
Tá bom vai, não é uma tradição de séculos, é mais uma mini-tradição da cultura pop atual mesmo hehe. A John Lewis é a loja mais cliché, mais deliciosa que tem no Natal. Tem de tudo, de (quase) todos os preços, altas coisas lindas e um super apelo "British". Dai os caras espertchenhos vão lá e todo fim de ano fazem um comercial de natal destruidor, com os únicos objetivos de te fazer 1) chorar 2) comprar. Mas, fazer o que, adoooro ;)
E todo mundo espera o tal do comercial, o pessoal do trabalho já sabia o Sábado que ia estrear na TV (juro), empolgadões pra assistir, compartilhar, uma beleza. Eu preferi muito o comercial e a música do ano passado, mas o desse ano não dá pra dizer que não tá fofinho também...
2011
2010
Bom, mas é isso ai que eu lembrei por agora. Algo mais?
(Essas semanas demoram mais pra passar do que o resto do ano inteiro, eu hein…! Mas já estou perto: faltam apenas 4 dias que eu ainda tenho que acordar de NOITE, andar até a estação DE NOITE, chegar no trabalho amanhecendo, voltar pra casa a NOITE. Dia 23 já tem café da manhã da Vovóóó!)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Esquiando pela primeira vez!

Então, como comentei abaixo, aproveitamos nossa ida a Zurich pra ir esquiar no Sábado. A Fer deu uma dica super boa da estação de Flumserberg, que é a mais perto de Zurich e com pistas pra iniciantes (ou seja, tudo que a gente precisava) e fomos Sábado beeeem cedinho.
Quando a gente chegou foi tudo meio confuso até a gente saber o que tinha que fazer, onde ir, onde alugar os equipamentos, etc. A gente tava muito, muito fora do ninho, sabe? Mas foi engraçado, pegamos as coisas, pagamos tudo (dor, dor) e lá fomos nós. Como eu nunca tinha esquiado na vida, marquei uma aula e antes de começar ficamos por ali mesmo, onde tavam todas as criancinhas, outros iniciantes, onde ficava o restaurante, etc.

Acho que ficamos umas boas duas horas nessa, sentindo como era, como a gente tava indo, a Ta se 'reacostumando', porque ela já tinha esquiado. Confesso que juro, nessa hora me deu um bom desânimo. Medrosa que sou estava bem apreensiva e nesse tempinho já fiquei TÃO exausta que achei que não ia dar conta de aguentar o dia todo. Mas né, queria aproveitar e fazer o melhor do meu dia, então fiquei ali esperando meu instrutor - que é um capítulo a parte, porque instrutor de esqui está pra Suiça assim como Salva-vidas do Wet'n'wild está pra São Paulo: uns caras lindos, mó charme e as meninas todas empolgadíssimas com o prospecto de ficar um tempinho com eles haha (eu não tá gente, sou uma boa menina, tá?).

A imagem da exaustão pós-aula


Daiiii que eu comecei a curtir, porque estava um poquito menos preocupada e pude aproveitar a paisagem incrível do lugar, me divertir com a Tá, ir pra outra descida e dai voltar pro início, pra ir embora. Devolvemos tudo e ficamos por ali aproveitando a festchénha que eles fazem no fim do dia, com o Brasileiro que conhecemos no teleférico da vinda. Chegamos em casa exaustas, mas a gente tava super animada, tanto que nos arrumamos e ainda fomos com a Carol pra balada - pra quem me conhece sabe que isso é um milagre dos grandes.
Enfim, foi ótima experiência. É um esporte bem gostoso, divertido e o que mais mais gostei foi aproveitar a paisagem, que é tão linda e única. É um programa que com certeza eu faria de novo, mas provavelmente em outra vida, porque meu bolso não dá conta de tanta festa em tão pouco tempo :)
sábado, 18 de dezembro de 2010
White Christmas...
Olha, se eu conto da neve que tá caindo lá fora nesse momento, ninguém me acredita. Eu ia fazer um post super legal sobre algo que eu fiz Quinta a noite (depois falo), mas a nevasca tá tão impressionante que não dá pra ignorar.
Não tô reclamando não, tô amando! Londres tá muito, muito fria nos últimos dias (hoje -3) e é um saco "curtir" todo esse frio sem uma paisagem linda pra melhorar o humor. Mas agora dá gosto de ver, muuuita neve, tudo branquinho, até as ruas.... e o melhor: estou.dentro.de.casa.
Porque né, fica 100 vezes mais difícil falar bem da neve quando você tem que sair, pegar metrô, ir pro trabalho, pegar um vôo (lembranças à Col ligeiramente presa em Berlim)... E por isso que tô feliz! Tô sentada de pijama em frente à janela, ouvindo musiquinhas de Natal (Rodrigo tá pra morrer), embalando presentes e curtindo um aquecedor. Manhã de Sábado pré-natal perfeita! :)
Minha única preocupação de verdade é que meu vôo decole na Quinta. Nem sei o que eu faço se meu vôo for cancelado e eu perder o Natal em casa.... É uma delícia curtir o White Christmas, mas o que importa mesmo é que eu quero estar com a família curtindo os 30 graus que me esperam lá em Campinas!
Enfim, segue um vídeo de agora. Favor reparar no coitado sozinho na rua. E o Legião Urbana de fundo foi um(a ordem) pedido do Rodrigo, prestes a se matar se ouvir Santa Claus is Coming to Town de novo :)
Bom, e só porque o blog é meu mesmo e a Hildetchy me inspirou, segue uma das minhas versões favoritas de Let it Snow... especialmente dedicada à Graziela, fã número 1 do Michael
FELIZ NATAL!!!!!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O frio e unas cositchas mas
Bom, e o assunto da semana aqui em Londres foi...




Olha, tava até bonito. Mas entraram vários floquinhos de neve no meu pescoço e no meu nariz. Não foi legal. (essas fotos são de Terça e Quarta de manhã)******
Dá licença de eu me gabar que já fiz todas as minhas compras de Natal? Todo ano eu comprava tudo no dia 24 correndo, então tô assim, se achããããndo.
******
No maternal (ou no jardim?) aprendi a desenhar borboletas com ela. Nessa época também, bem no estilo menininhas ECC, tinha até o revezamento de quem ia usar o batom dela em quais dias da semana - e ela que passava o batom na gente, claro. Todas as festas Juninas da Escola ela é a mais animada (e criativa) pra se arrumar e entrar no clima. Tem algum evento? Ela é a única que tem saco pra inventar um tema, fantasia, música, cenário... e acabar animando todo mundo!
Ontem (ou hoje?) ela ganhou o Ponto Zero da Casa de Criadores - um concurso com foco em descobrir novos profissionais da moda Brasileira na categoria de Estilista Empreendedor. A Silvinha (Silvia Ferraz, para o mundo ;) não só pegou primeiro lugar como tem vaga no Projeto LAB da Casa de Criadores em 2011 como vem pra Portugal ano que vem fazer desfile e tudo que tem direito.
Como eu não sou muito entendida de moda - muito menos infantil! - aqui vai um trecho da notícia que saiu no Chic: "Ao contrário de grandes marcas infantis que lançam roupas que mais parecem as de adulto em miniatura, Silvia trabalhou na sua marca, a Spirodiro, com humor e criatividade tornando as peças um brinquedo na mão deles. Ponto para ela".
Bom amiga, pelas mil mensagens recebidas você já sabe como estamos todas demais de orgulhosas de você. Você merece, merece desde sempre, desde o maternalzinho. Parabéns!!!!
Se quiser ver o desfile tchuki-tchuki clique aqui!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Fala ai vai... Quando você vê essas fotos só consegue pensar "ai que luxo". Porque, em geral, todo mundo acha moito chique a combinação casacolindo-neve-Londres

Pois bem. Veja só todo o luxo de minha manhã Londrina e tire suas próprias conclusões.
Estou acordando um pouco mais cedo porque a principal (a PRIN-CI-PAL) estação de trem/metrô dessa região de Londres está fechada até final de Janeiro; me arrumei e fui esperar qualquer um dos dois ônibus que posso pegar. 15min se foram. Minhas mãos e meus pés também. Eles morreram e eu nem percebi, ainda bem. Quando chegou entrei naquele ônibus lotado e fedidinho típico daqui, mas nada grave. Ainda.
Cheguei no metrô, mas não sem antes dar umas boas escorregadas no gelo. E eis que sim... O metrô fechou, minha gente. A neve tem, aqui, o mesmo efeito de pavor, destruição e caos que a chuva tem em São Paulo. Nevou, fudeu. Pára tudo.
Esperei maissss 15min outro trem para outro lugar para fazer outra baldeação e quando o trem chega daí sim que o bicho pegou, né. Não há educação britânica que aguente essa circunstância e entrar no trem virou uma tarefa mais sangrenta do que tentar entrar na estação da Sé 18h30, véspera de feriado. Mas eu sou forte, já vi piores e nem que eu tivesse que ir com a cara colada no vidro eu não ficava nem mais um minuto na estação! Tá bom então, fui com a cara no vidro...
Só que é nessa hora que você olha para sua própria pessoa e começa a sentir uma certa auto-piedade: esmagada, perdendo a circulação do braço que está te segurando, com a cara enfiada no jornal de alguém (quem consegue ler jornal numa hora dessas, explica), enfiada num casaco e um cachecol calorentos e o pensamento recorrente que trazia à tona o pavor do CC coletivo.
Meia hora se passou nessa situação e finalmente cheguei em Oxford Circus, chiquéééérrima. Bom, não tanto nessa hora, em que eu tive que sair correndo pela rua porque estava ligeiramente deveras atrasada e dei mais umas escorregas.
Enfim, cheguei.
Está nevando moito e a neve é mesmo linda. Eu trabalho no Soho, bem em uma travessa de Oxford Circus, que é um lugar muito animado, diferente e bonito, estou adorando. Mas hoje eu cheguei no trabalho suada E com frio. Cansada. Atrasada.
Já diria a Helô, morar em Londres é puro glamour!

Pois bem. Veja só todo o luxo de minha manhã Londrina e tire suas próprias conclusões.
Estou acordando um pouco mais cedo porque a principal (a PRIN-CI-PAL) estação de trem/metrô dessa região de Londres está fechada até final de Janeiro; me arrumei e fui esperar qualquer um dos dois ônibus que posso pegar. 15min se foram. Minhas mãos e meus pés também. Eles morreram e eu nem percebi, ainda bem. Quando chegou entrei naquele ônibus lotado e fedidinho típico daqui, mas nada grave. Ainda.
Cheguei no metrô, mas não sem antes dar umas boas escorregadas no gelo. E eis que sim... O metrô fechou, minha gente. A neve tem, aqui, o mesmo efeito de pavor, destruição e caos que a chuva tem em São Paulo. Nevou, fudeu. Pára tudo.
Esperei maissss 15min outro trem para outro lugar para fazer outra baldeação e quando o trem chega daí sim que o bicho pegou, né. Não há educação britânica que aguente essa circunstância e entrar no trem virou uma tarefa mais sangrenta do que tentar entrar na estação da Sé 18h30, véspera de feriado. Mas eu sou forte, já vi piores e nem que eu tivesse que ir com a cara colada no vidro eu não ficava nem mais um minuto na estação! Tá bom então, fui com a cara no vidro...
Só que é nessa hora que você olha para sua própria pessoa e começa a sentir uma certa auto-piedade: esmagada, perdendo a circulação do braço que está te segurando, com a cara enfiada no jornal de alguém (quem consegue ler jornal numa hora dessas, explica), enfiada num casaco e um cachecol calorentos e o pensamento recorrente que trazia à tona o pavor do CC coletivo.
Meia hora se passou nessa situação e finalmente cheguei em Oxford Circus, chiquéééérrima. Bom, não tanto nessa hora, em que eu tive que sair correndo pela rua porque estava ligeiramente deveras atrasada e dei mais umas escorregas.
Enfim, cheguei.
Está nevando moito e a neve é mesmo linda. Eu trabalho no Soho, bem em uma travessa de Oxford Circus, que é um lugar muito animado, diferente e bonito, estou adorando. Mas hoje eu cheguei no trabalho suada E com frio. Cansada. Atrasada.
Já diria a Helô, morar em Londres é puro glamour!
Assinar:
Postagens (Atom)











