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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Óh vida, Óh céus


As escadas rolantes de Bank foram construídas há 100 anos.
Pra trocar cada escada velha (são duas) leva no mínimo 5 meses, mas na verdade tem levado em média pelo menos 8.
As escadas novas vão durar mais 50 anos.

Adivinha quem tem que usar a bendita estação diariamente bem nos únicos 16 meses de CAOS em CENTO E CINQUENTA ANOS?

(e se alguém conseguir me explicar porque uma escada construída em 1911 durou 100 anos e uma construída em 2011 vai durar só 50, estamos aqui. Grata.)

#classemediasofre

terça-feira, 20 de abril de 2010

Westferry DLR Station

A gente não mora perto do metrô, sabiammmm? A gente mora no DLR, que é Docklands Light Railway. Ahmm? Eu também não conhecia. Mas lembra eu falei que lá pelos anos 80 eles deram uma renovada aqui na área? Pois bem, fizeram o DLR justamente em 1987 prá ajudar nesse desenvolvimento e levar as pessoas daqui prá Central London.

E eis que hoje muitíssima gente usa e por conta disso eles têm que constantemente renovar os trens. E é um saquinho, viu? Muitos finais de semana o DLR tá fechado, ou não vai prá estação mais importante - onde "junta" com o metrô - ou pára no meio do caminho e você fica preso lá dentro (meu recorde foi 40 min.). Mas né... Morando TÃO perto da estação do jeito que nóis mora, não sei se eu posso muuuito reclamar...

Essa é a visão da nossa janela da sala. Essa é a estação de Westferry. Tô pensando até em colocar uma tirolesa até a plataforma. Será que deixam?!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mind the gap?


Pois é, acho que foi-se o tempo que eu não aguentava mais os caras que trabalham no metrô. Achava mais prático ser automático, porque eles ficavam monotonamente repetindo 1.483 vezes as frases:
"Mind the Gap"
"Mind the closing doors"
"Please allow people to get out first"
(regra essa que não funciona no Brasil de jeito nenhum!)

E era isso ai, repetido incessantemente nos longos minutos que você fica na plataforma esperando o trem. Mas MEUO, a galhera pirou e - pelo menos em Bank - a mulherzinha solta cada uma... Hoje o pessoal não tava deixando a galhera sair do trem ai ela me solta "Mas que parte da conversa vocês não entenderam? DEIXEM AS PESSOAS SAIREM PRIMEIRO!" - óbvio que todo mundo começou a rir.

Ela inventa tudo pro pessoal prestar atenção e facilitar o tráfego: "gente, vamos ser racionais, deixa a galera sair antes" ou então "deixe um espaço legal, aberto, entre o trem, ok?". Tudo muito paciente.

Ontem já foi mais trágico. Tô quase chegando no trabalho daí o cara anuncia: "Devido a uma pessoa que foi atingida pelo trem em Oxford Circus, a Central Line está suspensa". !!! Como assim?! O cara se matou? Foi um acidente?! Dai perguntei prá minha colhega inglesa e ela véia de guerra explicou que é muito simples: se o cara fala que alguém foi "hit by the train", provavelmente foi um acidente na estação, porque ela ESTAVA MUITO CHEIA (sem comentários); se ele fala que a linha vai parar "due to a person UNDER the train" é porque alguém se matou e tá lá embaixo do trem, esperando prá ser retirado.

Simples, simples...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Amigos de fé, irmãos camaradas

Fora Carol e Rodrigo, esses dois malas que eu tenho que aguentar todo santo dia (mentirinha), aqui em Londres descobri alguns itens de uso quase diário que são essenciais para minha sobrevivência. Sem eles minha vida não seria a mesma. Sem eles acho que ninguém sobreviveria em Londres, prá falar a verdade.

- Guarda-chuva. Eu não preciso nem me alongar nesse assunto. Já tô na minha terceira sombrinha em 8 meses e tô confiante que essa vai durar mais que uma ventania.

- Livros. IPod. IPod. Livros. Com 1h de commute (como eles chamam sua saga prá ir e voltar do trabalho diariamente) por dia, eu tava meio morrendo de tédio de não ter nada prá fazer. Então ou vou ouvindo umas musiquinhas viajando na maionese ou vou lendo algum livro, o que tem sido mais comum. Juro, tá tô no meu sexto livro em 7 semanas! Uhhhuuuu. (Não que eles sejam muito úteis tá, mas leitura é leitura e pronto acabou).


- Oyster. Continuando no tema commute, o Oyster é o seu cartão do transporte: você coloca o dinheiro e vai gastando, compreende? O meu agora tô colocando o passe semanal, mas vou fazer um passe anual (carésimo, diga-se de passagem) e dai que eu não posso perder esse negócio de jeito nenhum! Rodrigo quer morrer (ou me matar) cada vez que eu troco de bolsa e esqueço o Oyster na outra. Ou no bolso do casaco. Ou na estante do quarto. Ou na mesa da sala...

- Creme de mão. Juro, eu uso mil vezes por dia e não é compulsão, é necessidade. Chega a minha mão a tá rachada de TÃO seca e não há nada que melhore. Já acabei com uns mil Niveas, acho que vou comecar a usar outra marca.

- Meu verdadeiro melhor amigo:

Sem você, meu amor, eu não seria a mesma pessoa. MES-MO.

Sem mais.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fala ai vai... Quando você vê essas fotos só consegue pensar "ai que luxo". Porque, em geral, todo mundo acha moito chique a combinação casacolindo-neve-Londres


Pois bem. Veja só todo o luxo de minha manhã Londrina e tire suas próprias conclusões.

Estou acordando um pouco mais cedo porque a principal (a PRIN-CI-PAL) estação de trem/metrô dessa região de Londres está fechada até final de Janeiro; me arrumei e fui esperar qualquer um dos dois ônibus que posso pegar. 15min se foram. Minhas mãos e meus pés também. Eles morreram e eu nem percebi, ainda bem. Quando chegou entrei naquele ônibus lotado e fedidinho típico daqui, mas nada grave. Ainda.

Cheguei no metrô, mas não sem antes dar umas boas escorregadas no gelo. E eis que sim... O metrô fechou, minha gente. A neve tem, aqui, o mesmo efeito de pavor, destruição e caos que a chuva tem em São Paulo. Nevou, fudeu. Pára tudo.

Esperei maissss 15min outro trem para outro lugar para fazer outra baldeação e quando o trem chega daí sim que o bicho pegou, né. Não há educação britânica que aguente essa circunstância e entrar no trem virou uma tarefa mais sangrenta do que tentar entrar na estação da Sé 18h30, véspera de feriado. Mas eu sou forte, já vi piores e nem que eu tivesse que ir com a cara colada no vidro eu não ficava nem mais um minuto na estação! Tá bom então, fui com a cara no vidro...

Só que é nessa hora que você olha para sua própria pessoa e começa a sentir uma certa auto-piedade: esmagada, perdendo a circulação do braço que está te segurando, com a cara enfiada no jornal de alguém (quem consegue ler jornal numa hora dessas, explica), enfiada num casaco e um cachecol calorentos e o pensamento recorrente que trazia à tona o pavor do CC coletivo.

Meia hora se passou nessa situação e finalmente cheguei em Oxford Circus, chiquéééérrima. Bom, não tanto nessa hora, em que eu tive que sair correndo pela rua porque estava ligeiramente deveras atrasada e dei mais umas escorregas.

Enfim, cheguei.

Está nevando moito e a neve é mesmo linda. Eu trabalho no Soho, bem em uma travessa de Oxford Circus, que é um lugar muito animado, diferente e bonito, estou adorando. Mas hoje eu cheguei no trabalho suada E com frio. Cansada. Atrasada.

Já diria a Helô, morar em Londres é puro glamour!